sábado, 20 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 19

Diário de um Roliço - dia 19

Acho que ontem stressei meu equipamento,
Como diria a clássica gíria da eletrônica,
Hoje vou descansar que sobrou um momento,
Nossa relação precisa ser bem harmônica

Só uma esteirinha de manha com abdominal,
Um pouco de perna e de leve peitoral,
Aquela relaxada na cadeira de massagem,
E fim de papo hoje, pra não perder a viagem

Achei que voltaria mais tarde,
Quem sabe pra mais uma coletiva,
Mas só de cogitar minha alma arde,
Diria que a atração não é convidativa

Vou sentir falta hoje daquele zumbido,
Mas sei que tenho argumento plausível,
É melhor poupar que ficar contundido,
Preciso amanhã me apresenter em alto nível

Estar apto para a cerimônia do saco de arroz,
Este é o peso do qual certamente me despeço,
Com o imenso orgulho deste que aqui depôs,
Já pensando na nova fase do processo

Doido pra comemorar daquele jeito,
Com o pensamento quase que fixo,
Que me perdoem a loirinha e o negão mas com todo o respeito:
Vou me largar caprichosamente no dia do lixo.....8-)

Diário de um roliço - dia 18

Diário de um roliço - dia 18

Véi, vou te falar: hoje foi um dia louco,
Botei as gordurinhas todas em pânico,
Fiz duas aulas de shape e achei pouco,
Ainda teve funcional com "momento satânico"!

Nada como interagir com os amiguinhos,
Fazendo aquilo somente que ali nos resta,
Tentar respirar por alguns meros segundinhos,
Entre espasmos e gargalhadas fazendo festa

Incentivar para prosseguir:
Tá todo mundo ali no mesmo barco,
Nem cogitar em desistir:
Fica mais fácil dividindo o fardo

Seja zoando o mais novo de "peewee"
Mesmo sabendo que ele nem faz idéia,
Ou sacaneando geral sem estar nem aí,
Essa é a vantagem da galera mais véia

O que importa afinal é ser feliz ou ter razão?
É completar com vida o shape ou sem pulsação?
Fazer a série até arder ou ter perna pra locomoção?
Gastar a força de uma vez ou apreciar com moderação?

O projeto é a inspiração e o incentivo,
A balança e a roupa certificam a direção,
O professor e a galera são a
graça de manter ativo,
O intuito de se fazer no corpo a manutenção

Lembrando que cada um tem o seu ritmo,
E a idéia gerida pela abelha é só um padrão,
Por isso não se chateie em seu íntimo,
Se de primeira não rolar "a transformação"

Dê um tempo ao coitado do seu biotipo,
Ele pode talvez até não ser lá essas coisas,
Mas é o que te deram e em você está contido,
Então relaxe antes de deixar suas pernas doidas

Este é quase o final de um incrível início,
E como todo piloto deverá ter algum ajuste,
Pelo menos do fracasso não há sequer indício,
Por isso vou continuar, ainda sabendo o que me custe...

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dias 09 a 17

Diário de um Roliço - dias 09 a 17

Para não ter que ir muito detalhadamente,
E poder atualizar meu relato eficientemente,
Vou avançar no tempo digamos humildemente,
E registrar ao mundo o que ainda tá na mente

Aconteceu de tudo que acomete um devotado,
Teve tentação, redenção crime e castigo,
Fui de cachaça mineira até aipim acebolado,
E depois me dei mal pois não passei despercebido

O cara lá de cima que não fica de bobeira,
Ficou só de mutuca ligado na minha atividade,
Foi só eu exaurido terminar meia hora de esteira,
E já foi me enquadrando na aula da coletividade

Não pude sequer beber um golinho de água,
Levou todos os meus sistemas ao limite,
Meu corpo dele guardou portanto certa mágoa,
Queria fugir da chance de que aquilo se imite

Através de seu enviado com roupa de abelha,
Quase acaba com minha parca reputação,
Da vida em mim sentia esvair a última centelha,
Só conseguia ver o mundo com a nuca no chão

Mas tava no erro então bola pra frente,
Botei pra fora o que não perdi e mais,
Pequei mas não de maneira incoerente,
Foi só um deslize: desistir de tudo jamais

E assim aumentaram as caminhadas,
As dores de outrora se foram; ainda bem,
Comecei a rir entre conversas animadas,
Conhecer gente boa é parte disso também

Ajuda a digerir mais fácil este período fantástico,
Onde redescobrimos o poder sobre nós mesmos,
Mesmo tendo que sofrer entre bolas e elásticos,
Vale a pena se o prêmio valer alguns torresmos

Outro dia vivenciei uma cena linda,
Meus olhos mal conseguiam crer naquilo,
Existia algo abaixo da barriga ainda,
E estava quase reto no peito o mamilo!

Roupa então tem sido uma constante alegria,
A turma da naftalina tá toda em ritmo de festa,
Tem calça que nem entrava e já caindo, quem diria,
Os resultados sem dúvida aparecem: ninguém contesta!

Tenho uma meta bastante modesta no projeto,
Mesmo que numericamente dessa vez não alcance,
Mas pela filosofia já adquiri grande afeto,
Dá pra manter com a ideologia um romance

Estamos na reta final, hora de dar todo o gás,
Ninguém quer acabar mal na avaliação,
Nosso desejo é só poder comer um dia em paz,
Bem longe do crivo da amiga da nutrição...

...mas isso só depois de passar na casa da abelha e na balança da purificação....

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 08

Diário de um Roliço - dia 08

Dia chuvoso, edredom fica pesado,
Medo pavoroso de sentir influenciado,
Você pensa em esmorecer, até gota pinga mais forte,
Ninguém precisa te dizer, não é preciso nem sorte

Se daqui a pouco vou estar todo suado,
Qual o problema de ir andando na chuva?
É bom que estimula na esteira a ir acelerado,
Então bora que sem esforço nada muda

Dia novo de uma etapa assim equivalente,
Agora o corpo já está digamos correspondente,
Começa uma outra fase no quesito esperança,
Monitorado de perto nos dígitos daquela balança

Outra coisa que corrobora este fato,
Reside nos gestos simples do cotidiano,
Que delícia sentado na cama amarrar o sapato,
E de quebra ainda continuar respirando

Ou percerber que o litígio com jeans  acabou,
E que da silhueta se foi um saco todinho de arroz,
Melhor ainda ver como o abdomem perfilou,
Mesmo ainda na forma à que o desejo se opôs

Vai ficando mais fácil completar as séries,
Ou menos difícil a depender do ponto de vista,
O que importa é não considerá- las intempéries,
Que impeçam de alcançar a sua conquista

Exercício não é inimigo apesar de parecer,
É apenas etapa do processo a se desenvolver,
Faz parte do trâmite nem preciso esclarecer,
Se antes tivesse tomado vergonha, agora não tinha que sofrer...

Diário de um Roliço - dia 07

Diário de um Roliço - dia 07

Hoje é dia de exercitar o patriotismo,
Fazer valer o direito à sua opinião,
Mas não posso fazer disso preciosismo,
Deixando minha meta sem uma atenção

Então lá fui eu, sufragar em minha nova zona,
Dando de cara com uma generalizada,
Pra não perder tempo e otimizando a soma,
Adiantei a malhação pra dar uma escoada

Coisa leve nesse fim de primeira semana,
Da qual aliás me orgulho de ter sobrevivido,
Já tem resultado o que é muito bacana,
Que bom a voz da instrução ter seguido

Parece nada mas é bastante a quem consegue,
Dá a nítida sensação do dever cumprido,
Especialmente quando um terceiro percebe,
Vale o ingresso e a fila de ter investido

E vamo de levantar perninha no colchonete,
Já nem quero mais a alma de quem mandou,
Travar a pança nem mais me acomete,
De tremer todo como quando isso começou

Aos poucos vão se juntando na mistura,
Filosofia e resultado com notável alegria,
E restabelecendo na carcaça a velha estrurura,
Que já fez algum sucesso por aí um dia

Fim de diversão, vamos de volta ao dever,
Tomara que tenha desaparecido aquela fila,
Pois não posso nem aquele chopp beber,
E com a tentação do bar bem na frente...
...é difícil oprimí-la..

domingo, 7 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 06

Diário de um Roliço - dia 06

De todos os minutos neste ambiente,
Vividos até o fechamento desta edição,
Estes foram os que me deixaram mais contente,
Ante os fatos que explicam essa empolgação

Acordei sem a vontade de lacrimejar,
Pelo simples fato de querer me mover,
Bem como consegui da cama bem levantar,
Nem parecia exorcismo de tanto gemer

Estava serelepe e doido pra chegar logo,
Esquecer da vida nos passos da esteira,
Porém tive que alterar um pouco o modo,
Estava cheio mas resolvi pedalando da mesma maneira

Matei dos velhos tempos uma boa saudade,
Quando ia assim do centro até a minha casa,
Nada recomendável na nossa atualidade,
Chato ver o fato que nossa realidade embasa

Mas voltando as coisas boas da semana,
E olhando em volta no mundo do terceiro andar,
Uma leve intimidade eu diria que já emana,
Suas posições e utilidades já consigo memorizar

É ali que passo a maior parte do tempo,
Logo é de se esperar que haja uma afinidade,
E quando me habilitar ao próximo evento,
Continuo, só que na fase da coletividade

Já consigo entender as mensagens do corpo,
"Ei, pega mais leve por favor senão fico morto",
E assim posso elaborar uma real estimativa,
Do que se pode obter e manter a idéia atrativa

Esse projeto é um belo empurrão,
Da inércia em mim fez a exclusão,
Tirou o arroz a pizza cerveja e o pão,
Mas tá deixando saudável o coração

Quando esse choque de ordem passar,
Claro que moderadamente hão de voltar,
Porém o importante para sempre a ficar,
É saber que parado seu corpo não deve estar...

sábado, 6 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 05

Diário de um Roliço - dia 05

Um pouco mais atrasado que de costume,
Mas com informação deveras pertinente,
Aqui estou ainda sob o efeito do perfume,
Da roupa guardada querendo voltar a ser presente

Apenas quatro dias desde o início da aventura,
E indubitavelmente sensíveis diferenças ocorrem,
A começar pela silhueta na área da cintura,
Quase sumiram as dores e apenas suores escorrem

E tal qual a represa, que oculta antigas construções,
Vê-se ressurgindo para a alegria de alguns corações,
Modelitos cujo uso descontinuou-se por falta de opções,
Tendendo a reocupar de direito este cenário aos montões

A locomoção é outro ponto a se comentar,
Achei que terminaria a semana indo de muleta,
Mas bastou o corpo começar a acostumar,
E graças a Deus do desespero revogou-se a faceta

Por força das circunstâncias e contra minha vontade,
Não pude atender ao rito nem ao desejo,
Desconsiderei o trânsito desta louca cidade,
E me atrasei, mas este conceito já revejo

Pra compensar manhã será dia de "só tudão"
É fim de semana e sempre rola tentação,
Mas tô no foco e aí ela se arrasa: aqui não!
Se é pra fazer, então bora que peso ainda tem de montão

Ainda não fiz nenhuma aula coletiva,
Logicamente por falta de condicionamento,
Mas estou resolvendo esta perspectiva,
Semana que vem tô nesse entretenimento!

#dollynhovive

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 04

Diário de um Roliço

Dia 04

Já começo a me acostumar em parte com a dor,
Resignado, sei que não há como fugir disso,
Ainda que em alguns lugares venha a me opor,
Percebo a chance de  realmente completar esse compromisso

E assim liberto das tensões iniciais do processo,
Observo outras nuances deliciosamente peculiares,
Em uma destas fixei a atenção eu confesso,
Não à toa, mas por suas características seculares

Nada no quesito evolutivo foge de sua participação,
No tocante ao universo do corpo humano,
Toda vez que este sofre algum tipo de pressão,
Utiliza deste recurso, afirmo sem medo de engano

É sem dúvida item indispensável no processo,
Não adianta tentar sem, que inexistirá sucesso,
Aceitando esta condição, e explorando sua faceta,
Hoje me diverti a beça vendo um monte de careta

Tem aquele que começa devagarinho,
Daqui a pouco parece que tá possuído,
Ou quem disfarça e faz bem rapidinho,
E no final da série desaba e se mostra destruído

As meninas costumam ser mais discretas,
Talvez por vergonha de revelar pras amigas,
Mas nem elas escondem suas faces secretas,
Depois do ácido latico em suas coxas contidas

O que importa é completar o exercício,
Independente da loucura visual que se cometa,
Seja qual for, tem que dar certo o artifício,
Pois o lema é instintivo: sem careta não sai essa treta.... =)

#dollynguadefora

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 03

Diário de um Roliço

Dia 03

O advérbio de intensidade que define meu estado,
É mais conhecido como palavrão por isso vou omitir,
Mas é nesse estilo que me sinto identificado,
Tô operando à base de remédio, pra não pensar em desistir

A única parte do corpo ilesa por enquanto é a orelha,
Pois o resto está pra lá de arrebentado,
Dói até pra levantar o cabelo da sobrancelha,
Parece que fui literalmente atropelado

Pra completar nem posso compensar,
E hoje aqui no Rio tá fazendo 42 graus,
Nem aquela gelada eu posso degustar,
Na boa, esses professores são muito maus

Tô de um jeito que mal posso me mover,
A cada gesto me dá vontade de chorar,
Nada me resta agora tenho que resolver,
Roliço e dolorido que não dá pra continuar

Daqui a pouco volto lá na central da tortura,
Para minha sagrada e diária sessão,
Até acostumar com essa nova cultura,
Véi.... haja paciência e remédio na mão...

Ainda bem que sou bom de cozinha,
Desse mal de restrição quase não sofro,
Mas não ligaria se pudesse uma caipirinhazinha,
Na remada depois compensava, daria até o troco...

Diário de um Roliço - dia 01

Diário de um roliço

01 de Outubro de 2018, 12:30pm

Dia um.

Tudo começa sem problema algum,
Cadastro já feito, no dedo abre a catraca,
A recepcionista cumprimenta a cada um,
Impressão à altura do que a gente contrata

À frente um mundo de suores e esteiras,
Com outro universo de silhuetas coloridas,
Concentradas em eliminar gorduras e besteiras,
Nas negligências e oportunidades adquiridas

Meu setor de boas vindas então,
É daqui que começará minha odisséia,
Vejamos se me permite avançar o coração,
Deus me livre passar mal com essa platéia

Meia hora depois tô suado mas inteiro,
Pulsação tranquila dei até uma corridinha,
Com o tempo andarei até mais ligeiro,
Por enquanto é melhor dar uma poupadinha

Fase inicial completa, vamos ao setor seguinte,
Onde a concepção de atleta ganhará um belo requinte,
Vários aparelhos e caretas bem dedicadas,
Curiosamente sem espelhos mas com  agua bem gelada

Enfim, vamos cumprir a série orientada,
Tem braço e perna pra malhar de todo jeito,
Claro que o abdomem está nessa empreitada,
Afinal a idéia é reformar completamente o sujeito

Um peso leve pois estou fora de forma,
O negócio de início precisa ser simples assim,
Senão complica e a pessoa depois não retorna,
E a missão precisa ser cumprida até o fim

Essa foi a parte fácil até o presente momento,
Mesmo tendo feito berrar o ácido lático,
A merda era fazer o tal do complemento,
A dor daquela abdominal me deixou lunático

Mas entre risos e lágrimas sobrevivi ao primeiro dia,
Faltam apenas vinte, tá pertinho, quem diria,
Vamos ver qual será o próximo passo da agonia,
Provavelmente proibir quase tudo que eu comia....

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Diário de um Roliço - dia 02

Diário de um Roliço

Rio de janeiro, 02 de outubro, 9h da manhã


Aqui estou mais um dia,
Destruído mas vim na academia,
Voce nao sabe o que é trabalhar,
Depois da esteira e de tanto malhar

A minha dor é tamanha que é cruel,
Perder peso é a façanha, não vem do céu

Tem que vir com fé,
Todo dia né...
Independente do estado coloca um som,
Tem vergonha e larga essa p.. de edredom

O corpo é teimoso a série é tensa,
O processo é doloroso mas o tempo compensa
Você sabe o que desejo, sabe o que queria,
Mas nada de cerveja, nem de churrascaria

Passo o tempo vendo a diaba passar,
Tem que tem um alento pra aliviar

É só o que dá pra fazer no meu papel,
Recuperar o que se ganha com aquele anel

Pra ajudar na tortura dessa meta,
Ainda tem a parada da dieta,

De tanto verde tô me sentindo "a lagarta"
Do que comia, só a agua não descarta

Cê tem que ver o conteúdo da bebida,
Nada agradável mas tem que ser ingerida

É isso então bora seguir no caminho,
São 3 semanas, disfarçado de "dollynho"

Pra renascer só tirando a velha casca,
Qto a vencer eu chego lá e ninguém tasca...

Bruno Anjos
#dollynhosmart

segunda-feira, 12 de março de 2018

Cast...Away

Decepção profissional acontece, isto é plausível,
A empolgação arrefece, fato este indiscutível,
Principalmente se merece, aí relevar fica quase impossível,
Majoritariamente não esquece, mas lidar é passível

Mais uma vez testemunho aquela triste sina,
Ver afugentarem a estrela de quem ensina,
Resolve o problema e com solução acima,
Mas que sofre com o mal de quem vem de cima

Tanta coisa ainda para contigo aprender,
Várias idéias para podermos explorar,
Só me resta agora ver seu projeto morrer,
Provavelmente sem alguém para continuar

Mas saiba que fica no pensamento o legado,
Foi rápida a parceria mas suficiente pro recado,
Ela descontinuar penso fortemente ser um pecado,
Poder tê-la vivenciado melhor teria gostado

Vai saber o que nos reserva essa louca vida,
Quem sabe nos vemos por aí em outra missão,
Não darei a esta causa o status de perdida,
Enquanto houver de ambos a vontade da reconexão

Olhando pelo prisma de quem ali milita,
Que esta mudança lhe seja para o melhor,
E você nunca se submeta ao que lhe limita,
Nada é por acaso, nem o cenario ao redor...

Cê tenta que dá

Olhar para trás e ver toda uma vida,
Se dar conta de tanto que já se fez,
Ao mesmo tempo que ela convida,
A prosseguir como daquela outra vez

Constatar que nem tudo que sonhou conseguiu,
Porém foi muito além do que imaginaria,
Decepção não sei se no caminho existiu,
Mas certamente houve muito mais alegria

Claro que regada a suor e muita luta,
Era parte do aprendizado este processo,
Serviria um dia de exemplo esta conduta,
Para laurear o que chamamos de sucesso

Diria aliás que muito bem transmitida,
Mesmo que as vezes de modo inconsciente,
A assinatura é fácil se ser reconhecida,
No casal que criastes, de gente bem decente

Ainda não se sabe o que tem pela frente,
O que será que vai inventar de projeto,
Nessa fase a vantagem é poder ser incoerente,
Acordar meio dia pular de paraquedas ou ouvir Bebeto

Pois até aqui tudo que precisava executou,
Sua parte na cadeia evolutiva se completou,
O resultado desta performance o tempo consolidou,
Cada um de seus discípulos nova célula formou

Parabéns por todas as suas conquistas,
Pelo tanto que o astral lhe proporcionou,
Que hajam ainda muitas coisas à serem vistas,
Afinal lembremos que o passeio nem de longe acabou

Hoje sabemos que o melhor se tentou,
E teve gente que ao perceber se tentou,
A seguí-lo mas logo desistiu, se tentou,
Quem pensou em derrubá-lo, só tentou,
Pois você, apesar de tudo taí...e "setentou" =)


terça-feira, 6 de março de 2018

Tampa na porrada

Tem coisa na vida de um homem,
Que é momento mais do que sagrado,
Onde todos os sofrimentos somem,
E qualquer problema fica de lado

Acho uma enorme covardia atrapalhar isso,
Pode ser no dia seu único momento de paz,
Portanto venho decidido falar a respeito disso,
No intuito de não vê-lo acontecer nunca mais

Esta malvada atitude é deveras prejudicial,
Vai bem além da esfera do psicológico,
Qualquer manhã iniciada desse jeito vai mal,
Em algum lugar vai estourar essa bomba, é lógico,

Tenho inclusive uma impressão sobre tal faceta,
Só pode ser coisa daquele safado do capeta,
De vigia esperando seu momento de luneta,
Danando a rir de sacanagem e contemplando a sua treta

Pois então a este vai o descontentamento que redijo:
Olha aqui filho da puta: Quer deixar de me criar caso,
Parando de derrubar a tampa enquanto eu mijo,
Me fazendo molhar o chão e a porra do vaso???

Na distração do alívio é um ato impossível de perceber,
Logo um segundo é suficiente para a merda acontecer,
Eu não tenho três mãos, logo não posso me proteger,
Mas se fizeres novamente: me aguarde quando descer...

sexta-feira, 2 de março de 2018

A Gente Sabe

A gente sabe, mas tenta.
Sabe que vai se aborrecer mas não aguenta.
Sabe que se não ajudar não se contenta.
Sabe que pra atrapalhar tem uns oitenta.

A gente sabe, mas inventa.
Sabe da dificuldade mas a mente atenta.
Sabe que agem com maldade mas nem comenta.
Sabe que logo vai dar merda e que podia ser evitada.
Sabe que tentou avisar mas sua voz foi ignorada.

A gente sabe, mas lamenta.
Sabe do transtorno que será pro cara ao lado.
Sabe do retorno que virá de modo atribulado.
Sabe da inexistência de senso de praticidade,
Sabe da ineficiência do conceito de racionalidade

A gente sabe, mas resiste.
Sabe que não devia, mas dá um tempo e insiste.
Sabe que não podia, mas ignora e assiste.
Sabe que nem queria, mas assessora mesmo triste.
Sabe que uma hora, vão notar que você existe.

A gente sabe, mas ainda assim se chateia.
Sabe que eventualmente disso se permeia.
Sabe que é sacanagem merecedora de cadeia.
Sabe que esse tipo de sentimento não se semeia.
Sabe que pra te machucar a fatalidade não bobeia.

A gente sabe que saber nem sempre serve,
Que saber com quem não sabe não nos ergue,
E erguer sem saber é coisa que não cabe,
Disso eu sei, mas nem todo mundo sabe...

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Não foi bem assim

Não é nada disso que você pensou,
Provavelmente aliás seria o contrário,
Tanta coisa boa houve no ano que passou,
Lamento que meu silêncio tenha lhe deixado temerário

Inclusive tive bons motivos para registrar,
Mas não o fiz por estar um tanto apático,
Deixei passar ótimas idéias por enrolar,
Acabei passando um período meio sabático

Que como tudo na vida teve a sua utilidade,
Serviu pra mostrar que não devo desperdiçar,
Se você tem um dom e o exercita com efetividade,
Ele pode ser a porta pro mundo vir a te notar

Quando nada vai poder se divertir bastante,
É bom fazer algo que gosta mesmo sozinho,
Cria-se uma fonte de bem estar contagiante,
E costuma a reciprocidade nos brindar com carinho

Por estas e por outras eis me aqui de novo,
Devidamente renovado e isento de sumiços,
Lotado de inspiração para escrever ao povo,
Tem gente que me curte, fica feio continuar omisso

Que 2018 seja tão bom como seu antecessor,
Ou melhor se não tiver sido bem o seu caso,
Que você continue ou volte a ser um trabalhador,
E sua vida prospere sem mais nenhum atraso =)

Ding goes Imbel...

Eu decidi que não ia nem falar nada,
Pensava mesmo em deixar passar batido,
Mas analisando de maneira mais elaborada,
Acho interessante no futuro ter isso lido

Foi tão de repente que quase me escapa,
Tamanha a gama de documento exigido,
Pra chamar de livro só faltava a capa,
Tinha coisa ali que nunca tinham me pedido

E claro que tudo com prazo para ontem,
Como se a burocracia simplesmente não existisse,
Correria contra o tempo é argumento que me descontem,
Certas coisas beiram sinceramente a burrice

Vida que segue tá valendo a intenção,
Acredito que será bem legal a experiência,
E pro currículo também terá a sua função,
É sempre bom exercitar uma nova ciência

Ainda mais tendo se estudado tanto,
E nunca obtido êxito em atuar como tal,
Deixar de ser apenas um diploma num canto,
E virar realidade até que não seria nada mal

Desconheço totalmente o que deverá estar por vir,
Quais desafios esta empreitada irá me oferecer,
Mas sou imensamente grato dela efetivamente surgir
Já estou feliz basicamente por ter feito ela acontecer,

Trâmites atendidos liberado para começar,
Olhos marejados agradecendo entre o mar e o céu
Não é todo dia que passo num concurso principalmente em primeiro lugar,
Pincipalmenre como técnico em mecatrônica numa empresa como a Imbel...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Adeus...

Acho melhor me despedir logo,
Antes que ele impeça de algum modo,
A aspiração para perturbar é tamanha,
Que pelo mundo afora é a mesma campanha

Ninguém no planeta lhe aguenta mais,
De tanta coisa triste ou ruim associada,
Na história recente houve raro ou jamais,
Um período com essa quantidade catalogada

Já entendi pelo menos a sua intenção,
Mas desiste: o povo não teve a percepção,
Não deu muito certo tentar unir pela comoção,
Dura 5 minutos e já prevalece a falta de noção

Parece que pelo andar da carruagem,
Seu sucessor continuará nessa linhagem
Fazendo em nossa memória sua orgia,
Usando seu cargo na manutenção da agonia

Registre-se apesar do âmbito coletivo:
No meu caso, pra lamentar não tive motivo,
Normalmente este seria um ano temeroso,
Mas exorcizei o trauma de modo proveitoso

Porém não se pode ser feliz sozinho,
Vendo amigos sofrerem pelo caminho,
Ou se fecha em solidariedade com a rapaziada,
Ou vive num universo paralelo de forma isolada

Portanto numa boa: adeus obrigado pode ir,
Precisamos nos recuperar pro que está por vir,
Só por favor avisa lá pra vir uma merda de cada vez,
Pois nisso você foi foda...mete o pé 2016!

Ah este adorável inexorável...

Certas imagens ficam melhores se guardadas na memória,
Já que são as responsáveis por aqueles dias de glória,
Mas nem sempre atualizar será uma boa idéia,
Pois a continuação talvez não seja legal como a estréia

Especialmente no caso do material humano,
Inveterado consumidor de referências cognitivas,
Reverter este processo exige complicado plano,
É mais fácil viver com estas coisas inativas

A não ser que tenhas certeza do que quer,
Muito cuidado ao procurar rever aquela mulher,
A natureza em seus hormônios costuma pregar umas peças,
E pode ter feito seu efeito nela, se for uma dessas

E aí meu caro e desolado saudosista,
O que era expectativa terá virado decepção,
Pra esquecer, sem pretender ser pessimista,
Só amnésia ou no bar, mas vai te dar um trabalhão

Fica na sua, com a doce recordação,
Da foto em que ela vinha naquele corpão,
A vida seguiu, ela foi mãe e até casou,
E quase todo mundo que passa por isso engordou

Inclusive você, apesar de não ser aqui o foco,
Mas não pode nem reclamar se causar o mesmo,
Continuo daqui lhe recomendando meu voto,
Diaba na mente: e na frente cachaça e torresmo :)

De braços cruzados pra realidade

Alguém só pode estar de sacanagem.
Não me resta outra conclusão desta mensagem.

Quer dizer que para aquela estátua na paisagem,
Que fatura rios de dinheiro na bilhetagem,
Apesar de ser tombada e ter administração,
Precisa do meu e do seu recurso na manutenção???

É serio que toda verba com ela adquirida,
Vem a ser do governo e por este gerida,
Sem que haja um mínimo de bom senso,
Ou um gesto de boa fé nem de consenso???

Eu preciso mesmo ter que engolir à seco,
A discrepância asquerosa da idiotice absurda,
Que leva a situação a este vergonhoso beco,
De ter que implorar ao mundo qualquer tipo de ajuda?

Deixa eu ver se entendi: tenho a galinha de ouro,
E faturo muito com a venda dos ovos dela,
Mas sou retardado e não cuido do meu tesouro,
Ignorando sua fome e negando qualquer coisa pra ela

Que belo tiro no pé os "gênios" promovem,
A sociedade  imbuída e eles nem se movem,
Preferem espremer sempre que der até o talo,
Ou intencionalmente ruí-lo para poder cobrar em reformá-lo

Se a "União" cuida assim desse cartão de visita,
Imagina com o país enquanto não assisto
Acredito a essa altura já ter quem admita,
Não tá fácil pra ninguém: sacaneiam até o  Cristo...

Feliz Aniversário meu doce :)

Sabe quando você conhece alguém,
Sem a menor pretensão de  fazê-lo,
Depois descobre como ela te faz bem,
O que incita a querer protegê-la com zelo?

Daquele tipo que dá vontade de pôr no colo,
Que em estando longe se quer voltar logo,
Capaz de se sacrificar pela coletividade,
E não desanimar com qualquer adversidade

Ser humano com qualidades e defeitos,
Como todos os que existem nesse planeta,
Mas nesse balanço supera os conceitos,
E praticamente não exibe a segunda faceta

Fico de onde estiver apenas a te desejar,
Todos os dias o sorriso em seu rosto a continuar,
É uma bela parceria junto com seu olhar,
E o mundo merece coisa assim pra admirar

Um beijo e um abraço bem apertado,
Pra registrar minha lembrança desse dia,
Tomara sempre poder ser bem comemorado,
Tangido pelo tom que vem da sua alegria :)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Desgosto Supremo

 Você percebe que o descrédito se torna pleno,
Quando assiste ao cidadão dizendo como vai ser,
"Vou ignorar a ordem do ministro do supremo,
E quero ver quem é que vai comigo se meter"

Até aí poderíamos crer se tratar de uma loucura,
Ou algo digno de um momento desesperado,
Que nunca teria respaldo na atual conjuntura,
Ainda mais vindo do presidente do senado

Pois para o espasmo da caveira de Rui Barbosa,
Me vem a mais alta corte em pose duvidosa,
E numa atitude inimaginavelmente desgostosa,
Acata e ainda o absolve numa cena revoltosa

Acabando com o que seria a última fronteira,
Da esperança de justiça na pátria brasileira,
Se fazem lá o que fizeram dessa maneira,
O ditado é antigo: " o mijo desce a ladeira"

É como navegar no escuro de bússola quebrada,
Sem referência do certo a nação fica desorientada,
Vendo ser submetidos a lei e seu suposto rigor,
Apenas os que não podem a ela se opor

Mas claro que para quem age com o escárnio,
De cortar o seu mas não mexer no próprio salário,
Ser conivente com a degradante e pungente ilicitude,
É só mais uma faceta que nesse jogo chamam de virtude

Lamento pelo estado democrático de direito,
Principalmente por seus professores e entusiastas,
Nem faço idéia do que explicarão depois dessa sobre respeito,
Ou sobre os três poderes e suas ligações nefastas

O pior disso tudo é admitir que tinha razão,
Aquele que recentemente era o único vilão,
Quando disse que "por ali era tudo covarde"
Pena que descobrimos essa verdade um pouco tarde...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Eu tava ali....

Era apenas um daqueles ambientes,
Em que a este nossa realidade se imponha,
Onde estamos todos acostumados e coniventes,
Com samba cerveja e turista fumando maconha

Não só eles mas muuiitos dos moradores locais,
Com cada charuto como se fosse nada demais,
Dando aquela movimentada no comércio da área,
Que certamente agradece a preferência arbitrária

Pano de fundo para uma estória mais leve,
Uma das clássicas desse tipo de evento,
Ela queria sentir como era na dele a sua pele,
Mas não sabia como realizar esse momento

Entra em campo a figura do amigo desinibido,
Que sai na busca de ajuda para a vítima da libido,
E Interpela tentando unir as pontas do doce processo,
Torcendo para retornar trazendo a resposta com sucesso

E assim começariam aqueles dois,
A famosa dança do acasalamento,
Com o indispensável paredão depois,
Só pra apimentar o gostoso entretenimento

Vidas, histórias, nada disso lhes interessa,
Ali só se beijar entre apertos e sem pressa,
Não é hora para sofrer a verdade é essa,
E o que dali tiver que acontecer, ninguém confessa

Fim do prazo de validade daquele sonho,
Despedida entre sorriso sacana e olhar tristonho,
Talvez se encontrem de novo ou nunca mais,
Consumar o desejo ou estimular os demais

Sei que por certo na mente daquele rapaz,
Aquela noite será por tempos relembrada,
Dona de um quadril com belíssimos ramais,
A protagonista será difícil de ser comparada

Torço, para o bem dele, testemunhar mais,
Aquele cenário fica bem nessa moldura,
Mesmo que insistam jamais diria quais,
Não fica bem no meu tipo de cultura

Entre copos coloridos e meu drink inofensivo,
Vamos ver quando será o próximo olhar lascivo,
Se é que haverá e detectar eu consigo,
Já pensou se forem duas? Aah meu amigo...

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

E se o problema for aqui?

E se não por acaso for ao contrário,
Do que convenciona o atual pensamento
Faria sentido se comportar temerário,
Diante da hipótese do seu falecimento?

Tendo você em registro a noção,
De que precisa cumprir uma missão,
A qual irá habilitar a sua evolução,
Facilitaria um pouco a compreensão?

Agora neste mesmo campo considere,
Que outros estejam no mesmo patamar,
Um novo conceito aqui então se insere,
Para que faça algum sentido continuar

Imagine que independente da origem ou distância,
Entre os envolvidos haja uma desconhecida paridade,
Isso atenuaria uma natural relutância,
Em aceitar entre eles a compatibilidade?

Inclua nisso o fato de não haver controle sobre o tempo,
Logo, uma vez completando o seu momento,
Dar-se-ia em seu processo o prosseguimento,
Sem qualquer chance para uma despedida de retardamento

Teoricamente traria um pouco de alento,
Aos que passam por esta transformação,
Trocar de plano astral sem desprendimento,
É difícil tanto pra quem fica como pros que vão

E de quebra poderia ainda nos elucidar,
Como coisas inimagináveis costumam acontecer,
Um número grande a simultâneamente nos deixar,
Por simplesmente terem feito por merecer

Pena que em nossa dinâmica não é permitida,
Esse tipo de interessante acessibilidade,
Permitiria consideráveis progressos em nossa vida,
Sem depender do livre arbítrio para essa finalidade...

Mas se nada disso estimulou o seu entendimento,
Tento entusiasta ilustrar por uma última vez,
Se estivéssemos todos sob o regime de um confinamento,
Vendo um querido ganhar a liberdade sem poder olhar para trás, mudarias a forma como hoje vês?

sábado, 3 de dezembro de 2016

A covardia nossa de cada dia

Aquilo não foi tragédia e sim assassinato,
Busquem na enciclopédia e verão que é um fato,
Extrapolou-se o limite da ganância em prol de um ideal,
Ignorou-se a distância e um dia acabou mal

Impressionante como se deixou acontecer,
Estava explícito que era uma insanidade,
E agora não adianta chorar ou se aborrecer,
Já era: mais um ponto pra nossa mediocridade

É tão arraigado o costume da inoperância,
Que mal passou o episódio e já voltou a discrepância,
Uns tentando se aproveitar pra ganhar dinheiro,
Outros tentando se livrar votando ligeiro

Sem contar os que nem esperaram a coisa esfriar,
E como bons imbecis, entre si já voltaram a brigar,
Como se soubessem o que é um luto a respeitar,
Ainda tem no campeonato os que não querem se deixar rebaixar

Resumindo já acabou prazo de atenção,
E provavelmente não se aprendeu a lição,
Afinal isso acontece só com os outros,
Mas não é bem assim: os exemplos não são poucos

Não vou desejar força mas sim atitude,
Somos todos vítimas em maior ou menor escala
Para que não se precise morrer para que algo mude,
Temos que parar de agir como quem hoje chora e depois se cala...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O que mais esperar...

Hão de surgir quem alegue que isso não os reflete,
Apesar de terem de admitir mesmo com relutância,
Que mais uma vez esta torcida se repete,
Nesta absurdamente estúpida militância

Num momento delicado em todo o planeta,
Onde o tema em voga é justo a união,
Ela insiste em exibir sua irracional faceta,
Brigando entre si e espalhando a confusão

Mostrando nada além de sua índole,
Que infelizmente parece uma síndrome,
Da incapacidade para manter o comportamento,
Fazendo do insensato seu usual procedimento

Ainda bem que isso não é para todos,
Seria bom que fosse na verdade pra nenhum,
Evitaria dizer que há um bando de tolos,
Inserido onde não faz sentido algum

Lamento pelos verdadeiros torcedores,
Que são obrigados a compartilhar esses dissabores,
Manchando desnecessariamente a história do seu time,
Mas é o que acontece quando da responsabilidade se exime

Fossem eles banidos de forma enérgica,
Tal como se age com uma fonte alérgica,
E nunca mais se teria a noticia desse constrangimento,
Voltando ao normal a dinâmica do entretenimento

Até quem sabe isso um dia acontecer,
O que fica de memória dos entusiastas da carniça,
É que simplesmente fazem por merecer,
O estigma da imagem de fundo na sala da polícia...

Que comecem os jogos

É de se perder na vã tentativa,
De encontrar alguma alternativa,
Que explique por que tal tratativa,
Nunca permanece sempre ativa

O que dizer de quem se une na tragédia,
Da qual é capaz de tentar fazer comédia,
E por ela consegue fazer até linda homenagem,
Ou se aproveitar da distração para articular a sacanagem?

Como classificar a estupidez da ganância,
Capaz de acabar com sonhos de infância,
Numa infinita e sofrida fração de segundo,
Que em sua inocência choca e sensibiliza o mundo?

Onde indexar a ausência da coerência,
Do guardião da legislação em vigência,
A assistir ao absurdo sem nenhuma resistência,
Vendo o certo sucumbir sem residência

Por que nesse mundo seja por onde for,
Só se encontra unanimidade em havendo a dor,
Mas quase exclusivamente sendo no esporte,
Já que a fome e a guerra também causam a morte?

Seria por parecer este um ambiente de fantasia,
Do jeito que todos gostariam de ter por perto
Onde existem regras e as raças não importariam,
E o respeito pela idéia parece dar bem certo?

Então se perdemos alguém dali que nos dá alegrias,
Parece que "aqui fora" aumentam as agonias?
Se for esta a filosofia então sugiro de forma definitiva,
Reconsiderar o seu comportamento para uma maneira desportiva

Parece que é o único código que ainda tem valor,
Ao qual ninguém tem o ímpeto de se opor,
Quem sabe fazendo da vida um belo jogo,
Possamos aprender como viver de novo

Deixando de ver momentos de união e respeito,
Apenas na frente de um caixão ou pondo medalha no peito,
Acho que será de legado o melhor troféu,
Que os exemplos que idolatramos nos deixam do céu...

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Desencontros

Me pergunto o que deu na mente do quarto poder,
Para deixar assim esse tipo de coisa acontecer,
Já teve correspondente renomado apresentando babaquice,
Agora tem ex-âncora separada promovendo a idiotice

Isso querendo citar apenas dois exemplos,
Mas o caos já se instaurou ali há tempos,
Porém acho que nunca tinham errado tanto a mão,
Num programa com tamanha perfeição

Tem que ser realmente muito eficaz,
Imensamente bom naquilo que se faz,
Para diante da comoção de toda uma nação,
Se sugerir entre a polêmica e a cretinice como opção

Na crise generalizada que o país se encontra,
Com helicóptero caindo e eles sem o salário da folha
A inteligentíssima e sensata direção vai e afronta:
"Entre o traficante e o policial, qual a sua escolha"?

Meus parabéns aos idealizadores desta enquete,
Mostraram ao mundo todo o seu poder de criação,
Não queria vocês nem pra me pagar um boquete,
Podem querer me morder, melhor ficar na mão

Aliás e a propósito para só constar no registro,
Aos guerreiros de sangue azul afirmo o meu apoio,
Desejo não encontrá-los ou envolvê-los em sinistro,
Mas se ocorrer fiquem tranquilos que eu socorro o trigo e não o joio...

Tudo Azul...

A essa altura já sob os auspícios de um santo da zona norte,
Já esperando que a empresa me incluísse no próximo corte,
Lamentando sem saber se na verdade não seria minha sorte,
Me projetando para manter o foco com sinal forte

Nada mais me restava a não ser interagir,
Absorver o que de bom estivesse por vir,
Conhecer os novos colegas e continuar a sorrir,
Resolver pra variar os chamados cabeludos a surgir

E nisso eu posso dizer modéstia a parte,
Que com alguma eficiência domino a arte,
Coordenar e ajudar pra fazer acontecer a solução,
Nada que nunca tenha feito até com lata na mão

Se for ajudando gente de boa intenção,
Fica muito mais fácil concluir qualquer missão,
As vezes só se precisa de um pequeno empurrão,
Coisa de quem vem de fora e está com outra visão

E assim deu pra dar uma arrumada na casa,
Tendo como brinde um pouco de diversão,
Dando àquela equipe o que a experiência embasa,
Esperando ter deixado por ali alguma boa lição

Melhor jeito de finalizar uma boa jornada,
Já que naquela empresa terminaria minha função,
Me permite hoje entre um chá com torrada,
Ter a consciência de que promovi um pouco de evolução...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A política da sobrevivência

É mermão agora tá ficando nebuloso,
Acho até que posso dizer tenebroso,
Deu a louca no planeta quase inteiro,
Tá parecendo cena de fogo no puteiro

Não se identifica mais quem é que ajeita,
Se o bom vem da esquerda ou da direita,
Só me parece que o mundo anda cansado,
De tudo que há muito deveria ter mudado

Por todo o globo acontece o que não se esperava,
A falta de sustentação ocorria e ninguém reparava,
Quando velho continente deu o primeiro alerta,
Foi a deixa pro resto perceber aonde o calo aperta

A coisa tá tão maluca aí pelos cantos,
Que a escolha tem sido entre o pior e o menos,
Pra governar nações ou povos em prantos,
Em busca de dias um pouco mais amenos

E pra isso tá valendo qualquer recurso,
Mesmo sendo aquele do polêmico discurso,
Se ele mudar da situação o atual curso,
Vai ter guarda florestal abraçando urso

Para vermos o nível em que então chegamos,
Tentando fugir dos efeitos da bolha a estourar,
Até para o impensável do senso apelamos,
Na hora em que vemos o barco naufragar

O que me parece claro neste triste cenário,
É que se não administrarmos  direito o erário,
Independe se o governo vem de um lado ou de outro,
Vai doer em nosso bolso e não será pouco

Pode demorar ou pouco ou nem tanto,
Mas inexoravelmente a crise irá aparecer,
Me fazendo optar se almoço ou janto,
Fazendo minha qualidade de vida desaparecer

Coisa que dispenso e acredito ser opinião comum,
Então que tal pensarmos pra variar como um,
Se você não quer deixar que a sua mãe chore,
Precisamos AGORA fazer com que nosso lugar melhore...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Uma de amor

Dizem que um amor nunca morre,
Que em precisando se transforma,
Dependendo do processo que ocorre,
A adversidade ele apenas contorna

Ele não tem culpa da imprudência,
Muito menos então sobre a imperícia,
Não milita na área da aparência,
Nem precisa de estrutura fictícia

Sendo intencionalmente de cunho elementar,
Fica fácil pra ele portanto se adaptar,
Se acabou o churrasco e brasa está a queimar,
Não tem problema do carvão se apagar

Ele continua útil e seguindo sua missão,
Aquecendo o alimento ou adubando o chão,
Não importa qual seja a pretensa finalidade,
Para ele existir apenas é a real prioridade

Sendo assim se um dia você esteve incandescente,
E acredita que perdeu-se a razão para tal,
Procure ver se o que te acende realmente,
Seria o mesmo que lhe causou este mal

Caso seja esta a constatação obtida,
Creio que estejas no caminho errado,
Essa filosofia não é para ser adquirida,
Pois no kit da vida ele nem vende separado

A capacidade de gostar sempre esteve aí dentro,
E você sabe disso desde o nascimento,
Bem como da eventualidade da metamorfose,
Que potencializa ou cristaliza mas nunca gera necrose

Tal qual a energia que não se cria nem se perde,
Ele apenas vai atendendo àquilo que se pede,
Já vi promessas eternas virando risadas gostosas,
Lembranças com carinho e menções honrosas

Pega esse monte de sentir e faça algo inusitado
Mostre ao espelho sua tática de reciclagem,
Talvez seja o caso de ainda não ter notado,
Mas tá cheio de flor precisando de uma jardinagem

E se nada até agora lhe fez refletir,
Tenho uma pergunta antes de ir,
Se pelo futebol és capaz do que fazes,
Por que do coração não aprendestes as bases...?


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Teledrama

Antigamente era moda na comunicação,
Que eu acreditava obsoleta pela evolução,
Mas vendo o monte que tenho de reclamação,
Temo que o telegrama reviva na sua função

Ele era rápido naquela resumida grafia,
Mas dizia sem rodeio o que realmente queria,
Problema que hoje parece ter forte apelação,
Se passar de três frases tudo virou "textão"

Ninguém se dá mais ao trabalho de ler,
Salvo os que o fazem por buscar o prazer,
Como pretendem aprender sem se informar,
É a dúvida que tenho até medo de me perguntar

Dissertar virou quase sinônimo de antipatia,
Se escreve muito vira alvo da "textofobia",
Perde o direito e o tesão de se compartilhar,
Por não ter mais quem venha a se identificar...

O jeito será reunir-se um grupo seleto,
E manter um contato quase que secreto,
Como no obscuro e clássico cenário da seita,
Só pra poder respirar num ambiente que te aceita...


Triste futuro no ar a pairar...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Darwin já dizia...

Olha aí guerreiros do corredor da carne...o patrão ama voceeesss..

Atenção lado A e lado B:
Se isso lhe pareceu familiar,
Então essa vai para você,
Que tem o dom de agir sem pensar

Tem um evento bem no seu perfil,
Marcado na cidade e prestes a começar,
Pra participar basta ser um imbecil,
Já que de cérebro não irás precisar

Tem de tudo que te parece atraente,
Cachorra, gatinha e também adolescente,
Por incrível que pareça vai até deficiente,
Mas o louco mesmo é recém parturiente

O argumento utilizado pela maioria,
É o atrativo do custo x benefício,
Que nunca explicou por que então seria,
Nunca ter valido tamanho sacrifício

Que atire a primeira lata de ervilha,
Quem achar lúcido submeter a pequena filha,
Ao sabor ensandecido daquela matilha,
Só pra conseguir um saco de lentilha

Ou pegar alguém que nem falar sabe,
Portanto sequer poderia se defender,
E usar sob o argumento de prioridade,
Usando a fila que o direito lhe diz ter

Afinal a histeria que toma conta do local,
Além de ser algo que beira muito o animal,
Se propaga ao redor de maneira quase radial,
Mesmo quem não quer estar acaba se dando mal

Eu não pretendia mas não consigo passar,
Tem 700 que gostariam e não podem estacionar,
O que pensa em desistir já não tem como voltar,
Isso no calor, sogra, mulher e criança a chorar

"Ah mais eu economizei 80 conto, me chama de burro agora?"
Parabéns seu retardado, contabilizou o que está de fora?
O tempo de carro ligado, o risco e o aborrecimento?
Sem contar na proximidade do prazo de vencimento?

Se houve um lucro líquido foi perto do zero,
Todo o seu esforço teve o nada como fim,
Não sou o dono da verdade e nem quero,
Porém só lamento se desacreditas em mim

E pensar que todo ano a cena se repete,
Logo é plausível concluir que o projeto agrada,
Sem a intenção de julgar pois nem me compete,
Apenas observando como o sensato se degrada...

A lente da verdade...

Essa foi uma tensa que me aconteceu,
Que poderia atribuir facilmente a um "amigo meu",
Mas não tenho vergonha de contar já que o cérebro não esqueceu,
De uma noite reveladora em que um cidadão se comprometeu...

Era um começo de relacionamento,
Com toda a pompa pertinente a situação,
Ainda nos cem por cento de aproveitamento,
Tudo certo para se fazer qualquer solicitação

E assim atendendo a um pedido inusitado,
Tive em minha casa um hóspede camuflado,
Era um grande amigo da minha namorada,
Pelo menos esta me fora a versão apresentada

Paralelo a isso naquele abafado fim de ano,
Também vieram sogra e cunhada se juntar ao grupo,
Tendo o reveillon na praia como pretenso plano,
Eu mal saberia mas me tornaria bendito o fruto

Vinte e quatro horas antes na saideira,
Todos na boate para alegria e bebedeira,
Eis que subitamente acontece uma mudança ligeira,
E o comportamento do menino se enche de besteira

Sob efeito da cachaça a verdade sempre se revela,
O rapaz paga de macho mas era de fato uma gazela,
Dando em cima de outro cara se viu desmascarado,
Disfarçou e voltou querendo dar uma de tarado

Queria investir na incrédula cunhada novinha,
Num claro sinal de quem perdia a linha,
Perplexas a mãe e a outra filha se olhavam,
Sem saber como reagir ao que seus olhos testemunhavam

Meu pensamento se dividia entre a proteção das três,
E a vontade de arrebentar ele de vez,
A zoação certamente deixaria pra mais tarde,
Não era hora de fazer mais nenhum alarde

O resumo da ópera é que a pessoa deu a louca,
E a contragosto a reboquei de volta pra casa,
Aturei mão na bunda e minha ira não era pouca,
Mas pelo racional é isso que a gente passa

A cena no amanhecer era triste por si só,
Contorcido e vomitado parecia ter dado um nó,
Por mais que eu tentasse não sacanear,
Era impossível simplesmente deixar passar

Até por que essa estória tinha um requinte,
Que para os meus padrões seria um acinte,
Imagino coitada como deve ter sido bizarro,
Depois de tanto tempo ter que me aturar num sarro

Anos antes da viadagem mostrar sua nuance,
Ele e a minha namorada haviam tido um lance,
E eu com meu sarcasmo quase nada ácido,
Em respeito não fui explícito, mas não deixei de ser tácito

E assim registrou-se o episódio em minha mente,
Claro portanto que não tornaria a vê-lo novamente,
Seguiu-se a vida com seu jeito inebriante,
De mostrar como tudo pode mudar a cada instante...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O perigo ronda a cama...

Ela chegou em casa
Me deu um abraço bom,
Fiz uma janta básica,
O frio ditava o tom

Dei até uma certa variada,
Pra ver se o novo agradava,
Acho que acertei na pegada,
Quase que a panela esvaziava

Buchinho cheio bateu a preguiça,
Vamos deitar na famosa conchinha,
Nada recomendável segundo a premissa,
Mas quem discorda da sua pancinha?

A noite segue conforme o previsto,
O clima sugere um vinho como bem quisto,
Vou ali na madrugada, o intestino faz um som,
Quando volto para a cama.. Ela roubou meu edredom

E agora o que se deve fazer:
Esperar ate o dia amanhecer,
Deixar o corpo começar a tremer,
Ou reivindicar meu direito ao aquecer?

Eu ia virar pro meu cantinho,
Ficar esperando bem no sapatinho,
Mas no movimento ninja do gatinho,
Aguardei uma ajeitada e recuperei um pedaçinho

Ufa escapei dessa vez,
Mas vou falar uma coisa "procês"
Esse negócio de dormir junto pode ser gostoso,
Só dar mole com seu king size que é perigoso... ;)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Eleições 2016

Apesar do tanto que se pediu,
Do muito que por aí se debateu,
Pelo jeito que aqui se decidiu,
De qualquer modo a gente se fodeu

Muitos de nós não quiseram participar,
E quem o fez não soube aproveitar,
O resultado é que todos vão penar,
Resta saber a quem teremos de aturar

Até conseguiu-se alguma evolução,
Mas nada perto do que era necessário,
Tirar apenas o partido da situação,
Foi pouco para evitar um futuro temerário

Agora teremos como triste tema,
Praticar o difícil exercício do dilema,
Entre aquele que reprime o povo da vela,
E o que da sua mansão jura que é da favela

Se fosse analisar a ambos isoladamente,
Já seria motivo para um pranto comovente,
Mas sabendo das coligações existentes,
O desespero que me bate vem fortemente

No auge da utopia da minha reflexão,
O ideal viria em forma de nova eleição,
Mas não adianta dar outra chance a ignorância,
Desperdiçou-se mais uma: ponto pra militância...

Comunica a ação...

Era uma vez uma certa empresa,
Que possuía o visual como beleza,
Com muita gente boa com certeza,
Mas nem todos, falando com franqueza,

Gostava muito de adotar procedimentos,
Mas não necessariamente dar prosseguimentos,
Preocupava-se muito com o acontecer,
Independente de como seria para fazer

Embalada pelo espirito de um determinado momento,
Deu o aval para que tudo fosse providenciado,
Encontrou pela frente quem tinha comprometimento,
E assim teve seu projeto entregue e acabado

Mas de quem menos se esperava tal comportamento,
Eis que se revela uma face no mínimo controversa,
Na hora de retribuir com o merecido pagamento,
Ela recua com uma tática deveras perversa

E ainda queria exigir que fosse dada manutenção,
Mesmo tendo deixado seu próprio projeto na mão,
Se isso não puder ser definido como falta de noção,
Confesso desconhecer outro tipo de sugestão

E assim desta forma tristemente desamparada,
O suporte se viu obrigado a dar uma parada,
Mesmo que volte, de uma forma aparada,
Infelizmente não será como antes, se comparada

Existe uma coisa chamada confiança,
Que se adquire através de outra, respeito,
Nunca será plena qualquer tipo de aliança,
Se em alguma das partes houver algum rejeito

Profissionalismo e responsabilidade eu tenho,
Isso vem de berço lá da terra de onde venho,
Trabalhar para poder prover é uma necessidade,
Mas existe um filtro no meio que se chama dignidade

Na relação entre cliente e fornecedor,
Não precisa haver amizade ou amor,
Cordialidade é boa ninguém há de se opor
E pagamento é obrigação e não um favor

O mais louco de toda essa estória,
É ter nos registros de minha memória,
Que teoricamente sua forma de atuação
Vem justamente de explorar a comunicação...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Quando o sol bater na janela do teu quarto...

Era algo pra ele bem inusitado,
Acordar sentindo-se mega culpado,
Como se tivesse uma regra violado,
Sendo vitimado por não estar acostumado

Sem o compromisso ter que acordar,
Dormiria até querer reabrir o seu olhar,
O que não significava que ia demorar,
Mas faltava a experiência para identificar

Mais perto um pouco da linha do equador,
Existe uma grande diferença no sol a se pôr,
E consequentemente na hora deste nascer,
Só que disso ele ainda não estava a saber

Por ali sete horas da manhã pareciam dez,
Raios na cara causando no cidadão imensa confusão,
Atônito chegava a se levantar na ponta dos pés,
Incrédulo depois voltava e se jogava à sua continuação

Demorou a entender que o óculos escuro,
Seria seu melhor amigo na maioria do tempo,
Mesmo saindo à noite lhe livraria do apuro,
Pois ali parece que amanhece a qualquer momento

Pra quem curte uma praia é o mundo ideal,
Coisa quase impossível de não se fazer ali,
Da pra surfar depois de rolar um luau,
E ir pro trabalho antes mesmo dele abrir

Com o tempo ele então se adaptou,
E se inseriu finalmente no fuso horário,
Mas a dormir também continuou,
Madrugar ainda não estava em seu cenário....

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Ele acabou com o meu céu...

Ele fez um monte de barulho mas ponderei,
Sujou meu carro de cimento fui lá e lavei,
Deixou cair detrito em cima e mal reclamei,
Interrompeu meu descanso e não me stressei

Durante meses aturei esta triste rotina,
Ver seu projeto crescendo em minha retina,
Com uma dinâmica regularmente no mínimo cretina,
E de execução igualmente digamos deveras equina

Nada tenho com isso a casa não é minha,
Nem a reforma elaborada num projeto meu,
Se fosse jamais seria dessa forma mesquinha,
Bem diferente por certo do que ali aconteceu

Até aí nada que de fato me incomodasse,
Principalmente por ser um caso passageiro,
Porém algo faria com que tudo mudasse,
E invocasse meu ódio eterno e por inteiro

O infeliz no pleno gozo de seus direitos,
Ao considerar seus planos de construção refeitos,
Pegou o projeto quase pronto e fez "ajeitos"
E na arquitetura prevista mudou alguns conceitos

O resultado não podia ter sido mais cruel,
Acabando com a utilidade da amiga fiel,
Deixando uma cicatriz em forma de tijolo e fel,
Ele subiu o seu muro e acabou com o meu céu...

#embargaramaminhacalma

É ela :)


Ela é um verdadeiro doce
Adorava encontrar onde quer que fosse
Nem podia azarar senão "reiô-se"
Amizade bacana não precisa impôr-se

Gente boa pra ter em qualquer situação,
Do churrasco ao velório ou até eleição,
Te diverte brincando sem qualquer pretensão,
Jeito leve mesmo quando tinha aporrinhação

Dá vontade de botar no colo e chamar de "minha",
De arrumar caô com quem mexer com a "irmãzinha",
Entrevistar todos o candidatos que tiverem na cidade,
Só pra assegurar que vão lhe trazer muita felicidade

A distância me traz a falta do seu sorriso,
E tenho certeza que a recíproca é verdadeira,
Sabemos que pra resolver o que então é preciso,
Nada além de uma caixa e um "findi" de bobeira

Ah claro, com fraldinha e linguiça calabresa,
E o camarão pra desgustar acendendo o fogo,
E aquela caipirinha esportiva sobre a mesa,
Vai ser muito bom poder te ver de novo

Temos que aproveitar enquanto há tempo,
As coisas andam meio loucas por ai afora,
Vê se não deixa isso cair no esquecimento,
Já tá bom de acabar com toda essa demora,

Um beijo seguido de um abraço apertado,
Que as coisas em sua vida continuem caminhando,
Deste que continua sendo seu fã inveterado,
E se não der pra rever então vamos falando :****

Crise migratória

Certa vez num cenário bem conturbado,
Ele se viu entre a novidade e o saturado,
Baseado numa oferta mesmo sendo arriscado,
Decidiu que era algo que valia ser tentado

Usando do seu hábito deveras racional,
Deixou para trás toda a carga emocional,
Se era pra mudar então que fosse radical,
Foi viver num outro ponto do território nacional

Desconhecendo tudo e ignorando a todos,
Unicamente contando com a similaridade da língua,
Logo perceberia o quanto ali eles são tolos,
Ao ver parte de sua ida perecer em impensável míngua

Mal sabia mas começava sua aventura,
Bem diferente do que havia planejado,
Iniciar um projeto completamente sem estrutura,
Certamente não era algo que tivesse cogitado

Mas recuar jamais seria uma opção,
Por maior que se mostrasse a adversidade,
E esta o faria aprender o que é resignação,
Além de manter o foco na espiritualidade

Sendo nascido e criado em terra de bamba,
Sabe como funcionam as esquinas da vida,
Teve a fé de esperar que "um dia isso anda"
E no aguardo foi aprendendo com a nova lida

Conheceu gente que se dispôs a ajudar,
Bem como outras que adoravam criticar,
Até houve caso de quem chegou a atrapalhar,
Mas nada que impedisse da sua hora chegar

O curioso de toda a dificuldade que passou,
É saber que ela em nada era de fato necessária,
Tudo o que fez foi por que assim optou,
Por acreditar que a falha era mais temerária

E assim alcançou seus dias de glória,
Ainda que distoantes da sua diretriz,
Provou a si mesmo ser capaz da Vitória,
Mostrando não ser preciso muito pra ser feliz

Faltava pouco para se considerar estável,
Poder se ver num estagio mais confortável,
Tentou um emprego até nem tão rentável,
Mas que dava um suporte mais confiável

Mas numa daquelas coisas que não se espera
Um revés alterou a ótica da intenção sincera,
E lhe mostrou que talvez sua realidade,
Não fosse exatamente naquela cidade

E munido de uma incrível experiência,
Ele foi inaugurar uma nova convivência,
Junto daqueles que por alguma sapiência,
Exercitaram em sua ausência o conceito de paciência

E até onde se sabe nunca mais viajar foi preciso,
O que não significa que ele não se irritou,
Mas parece que agora está mais conciso,
Resolve na hora se por acaso desgostou

Torço daqui pela longevidade da sua alegria,
Somente nós sabemos onde o calo aperta,
Que seja sua trajetória recheada de boa energia,
E que por onde andar te recebam sempre de porta aberta...






sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Operação Cafofo VII - O olho do Tigre

De tudo que foi recurso procurei lançar mão,
Para evitar que chegássemos nesta situação,
Mas parece que ignoravas minha intenção,
Talvez acreditando que eu não tivesse tanta disposição

Pois é cidadão sua casa literalmente caiu,
Acabou seu reinado de barulhos e sujeiras,
Seus indícios o lava a jato lindamente baniu,
Agora posso usar finalmente minha casa por inteira

E não pense que desgosto da idéia de manter contato,
Se tiver tempo pretendo até convidar para um lanche,
Basta você aparecer no terraço e te alimento bem no ato,
Ninguém poderá dizer que neguei a ti ao menos uma chance

Como tens a prerrogativa de saber como se voa,
Creio que evitar quaisquer contratempos será fácil,
Afinal essa oferta não pretende ser exatamente a toa,
Veremos cara a cara se és assim realmente tão ágil

Até la vou curtindo saborosamente minha vitória,
Demorei pra conseguir obter o recurso necessário,
Mas depois dessa entre a vizinhança já virei história,
O cara que realizou o que só se tinha no imaginário

E de quebra ainda possibilitou o mesmo para eles,
Que também sofriam há tempos de forma equivalente,
Mas agora podem se dedicar em paz aos seus afazeres,
Sem precisar se desgastar por tua causa constantemente

Conferindo a esta odisséia o que considero um final feliz,
Pena que para alguns ela tenha sido em demasia demorada,
Porém o que importa é poder completar a desejada diretriz,
E poder finalmente dar um descanso à minha doce namorada

Daquela angústia então me despeço e de ti me desfaço,
Vou dormir imensamente feliz de mandar seu ninho pro espaço,
Adorei o mergulho aliás que proporcionei ao seu pequeno ovo,
Foi pra você aprender: Te mando pra puta que pariu se mexer comigo de novo...

O interino e a funcionária

Ela até que tentou
Mas não conseguiu
A energia acabou
Sem resistência dormiu

Queria ficar conversando
Aproveitar que ele chegou mais cedo
Talvez depois se beijando
Não sabe quando voltará a tê-lo

Nesta nova fase a incidência é precária
Mas se justifica pela nobre circunstância
Ele de interino e ela de funcionária
Oportunidades passam a ter grande relevância

Nada em que não se possa dar um jeitinho
Ela adormece com ele fazendo um carinho
Jurando que ainda está ali participando
Enquanto ele num drink fica lhe observando

Depois deita junto e fica na famosa conchinha
Pois em breve o relógio irá fazer sua missão
Mas antes consegue tirar ao menos uma casquinha
Da companhia passar um pouco da sensação

E assim vão passando por esta nova fase
Tranquila de levar afinal parceria é a base
Se não fosse deste modo a coisa seria louca
Mas ali é tudo certo: ele faz a comida e ela lava a roupa

Quando ele despertar ela deverá estar almoçando
Certamente marcado por um beijo doce
De quem mesmo longe continua nele pensando
Sabendo da recíproca em qualquer chance que fosse

Uma hora o marcador dá uma bobeira
E eles ganham um novo tempinho
Quem sabe um almoço ou churrasqueira
O que importa é poder ficar juntinho :)

Quero que você morra

Por mais bizarro que isto pareça,
É algo que deveria passar-lhe à cabeça,
Pois sabemos ser inexorável que aconteça
Portanto é melhor que o conceito apeteça

Eu desejo sinceramente que você morra,
Mas não de qualquer jeito que isso ocorra,
Se possível de uma forma sem sofrimento,
Apesar de achar difícil vendo seu procedimento

Queria que fosse alguma coisa tranquila,
Como num sono depois de uma tequila,
Ou após um orgasmo de fim de noitada,
Qualquer coisa em que a mente estivesse relaxada

Porém não vejo muita chance nesse futuro,
Aliás o que prevejo me parece bem obscuro,
Seus hábitos não oferecem porto seguro,
Pelo contrário, tendem a te levar em breve ao apuro

Por isso prevejo sua morte como um triste alívio,
De quem não possui mais condições de convívio,
Dizimado pela incoerência de saber o certo,
Insistindo em ter o errado mantido por perto

E pensar que a referência em conselhos era sua,
Do tipo que falava horas para dar um bom exemplo,
Um tanto diferente do modo como hoje atua,
Infligindo dano ao corpo a quase todo momento

Se o argumento é aliviar algum sofrimento,
Talvez seja o caso de recorrer a outra opção,
Pois esta como item sensato de entretenimento
Já se encontra há tempo no setor de "sem noção"

Desgosto da ideia de ter que usar o clichê do " descanse em paz",
Prefiro que a tenhas agora para poder em vida repousar,
Uma vez desencarnado não há mais o que se falar,
Apenas lamentar sobre o que não se foi capaz

Então torcendo pra ser uma passagem digna,
Livre do sofrimento de uma enfermidade,
Sugiro que se libere agora do triste estigma
De ter que interagir com sua arbitrariedade

O odor que exalas causa no ambiente um contraste,
Entre o prazer da presença e a vontade de chegar perto,
Seria melhor se ater antes que aconteça o desastre,
Depois de instalado, o câncer terá em sua teimosia destino certo

E baseado em sua experiência bem próxima,
Eu diria que a dependência não é boa idéia,
Sua árvore genealógica tem desempenho longe do ótimo,
E esse triste espetáculo vai terminar sem platéia...

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O que é prisão afinal?

Imaginem uma solitária sem grades,
Que nem mesmo apresenta paredes,
Do cenário esperado nenhum dos alardes,
Ou daquele ambiente qualquer dos afazeres

Mas que ainda assim é capaz de sua função,
Isolar do convívio como forma de punição,
Descartar como alívio uma eventual comunicação,
Decretar como o fim a mais estúpida solução

Agindo tal qual a inóspita e sombria construção,
Que inflige com excelência na arte da privação,
Aterroriza dentre outras pela falta de iluminação,
Causando na lucidez abalada um verdadeiro apagão

Subjetivando assim o conceito de liberdade,
Afinal em teoria é como se rege a sociedade,
Não estando preso então se encontra livre,
Desconhecendo o óbito logo é porque você vive

Pelo menos é como digamos aqui se pensa,
Observando que nesta idéia não se considerou a doença,
Claro que portanto o espectro é bem mais amplo,
Porém dariam horas de escrita explorar esse campo

Mas voltando ao tópico selecionado,
O paradoxo se mostra bem explicitado,
No corpo detento daquele cérebro resignado,
E na mente danificada do cidadão inanimado

Os dois encontram obstáculos intransponíveis,
Mas apenas um deles foi por opção,
Com a quantidade de recursos disponíveis,
Qual deles não precisava estar nesta situação?

Pra quem ainda não entendeu tentarei desenhar,
Mandela esteve lá por décadas sem se deixar abalar,
A Miss Brasil nem de longe e não conseguiu escapar,
Quando a esperança é impalpável não importa mais o lugar

Bem como independe a natureza da tentativa de fuga,
Para se ver distante dali qualquer senso se muda,
Procura-se abrigo no colo de qualquer religião
Dá-se um passo no espaço mesmo a metros do chão

O que me leva a indagar sobre o que é condenação,
Qual a mais cruel, a do delito ou a da emoção,
Uma te procurou, a outra você vai buscar,
Por optar a vida lhe facultou, resta saber como irás lidar

Pois para ambas existe algum tipo de amparo,
E hoje em dia até mesmo boas práticas de reparo,
Mas é necessário agir com muita coerência,
Pois como se nota, depressão ou reclusão são meras questões de referência...

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Apenas um Palhaço

E pensar que gente assim existe pra fazer-nos evoluir...

O comportamento é tido como um clássico,
Neste mundo onde inexiste a coerência,
Sua má índole corrói como um ácido,
Seu destempero tem paridade na indecência

Desconhece a prática da humildade,
Acredita ser o dono de toda a situação,
E ao ser retaliado e trazido à realidade,
Fica sem graça e jura ter aprendido a lição

Mas eis então que seu caráter aí se mostra,
Fazendo falsa denúncia sem direito a defesa,
Esperando apenas virar para apunhalar-me as costas,
Afirmando a todos ser vítima de suposta rudeza

Quem precisa sabe qual é a verdade,
Como foi a dinâmica do real acontecimento,
Por isso permaneço em minha serenidade,
Mesmo repudiando dos outros o pré julgamento

Que dele simplesmente compraram o barulho,
Numa inversão de valores bem corriqueira,
Num corporativismo que condena ao esbulho,
Pra proteger mesmo quem erra, independente da maneira

E olha que haviam testemunhas oculares,
Imagina se eu estivesse por ali sozinho,
Minha reputação teria ido toda pelos ares,
Do RH já ouviria a chamada me excluindo

Mas diz o ditado "aqui se faz aqui se paga",
E desta inexorável dívida não serei eu o cobrador
Talvez nem saiba como será o fim de sua saga,
Porém terei o regozijo de saber que haverá alguma dor

Em me perguntando sobre a estória do perdão,
Direi apenas que este é um ato divino,
Sendo humano prefiro mandar-lhe a mão,
Se não sabes ser homem eu prontamente lhe ensino
E vou repetindo com muito prazer a lição
Até aprenderes a respeitar o meu destino

Porém nesse xadrez de estilo comportamental,
Nossas peças possuem diferença de valor,
Ainda teremos algum encontro casual,
Meu xeque mate aguardará pacientemente o seu sabor

Fica tranquilo você não me fará de escada,
Só toma cuidado pois não sabes voar,
Quem sabe te assisto cair em própria cilada,
Ou apenas de longe presencio o teu despencar

Afinal fruta podre cai sem ajuda,
E nesse quesito tens forte talento,
Competência não tem só quem estuda,
Se não compreendes até hoje, Só lamento...